O ECLIPSE LUNAR TOTAL DA NOITE
DE 15-16 DE MAIO DE 2022
O Eclipse
Na noite de 15 para 16 de maio de 2022, de domingo para segunda-feira, um dos mais belos espetáculos naturais será novamente visível no céu: um eclipse lunar total. O eclipse será visível em todo o Brasil, se as condições meteorológicas assim o permitirem e o céu não estiver nublado, bem como nas Américas, África e em grande parte da Europa. A Lua começará a ser encoberta pela sombra da Terra (umbra, Figura 1) às 23h28min do dia 15 de maio, pelo horário de Brasília. A fase total do eclipse – quando a Lua ficará totalmente encoberta pela sombra da Terra – iniciará à 00h29min e terminará à 01h54min do dia 16 de maio, durando cerca de 1h25min. Após esse período de totalidade, ela ainda permanecerá parcialmente eclipsada até às 02h55min. Continuar lendo…
A observação do céu foi e é muito importante na construção do conhecimento humano, não só na área da própria Astronomia, mas também no nosso modo de viver. Na antiguidade, os povos usavam as estrelas e as constelações para construir calendários, permitindo a eles saber a melhor época para plantio, enquanto durante a época das grandes navegações eram o principal meio de localização. A observação do céu também evolui com o tempo. Ela mudou de patamar quando, em 1609, Galileu Galilei reinventou o uso do telescópio ao fazer suas próprias lentes e apontá-las para onde nenhum outro havia feito — para o céu noturno. Isto permitiu a Galileu descobrir fenômenos antes impossíveis de observar a olho nu como as manchas solares, o relevo da Lua, as maiores luas de Júpiter, as grandes concentrações de estrelas da Via Láctea, entre diversos outros. A partir desse ponto, o ser humano iniciou uma nova era da observação astronômica, na qual o telescópio é o seu principal instrumento.
Junto com a grande evolução tecnológica, os telescópios, com o passar dos anos, ficaram cada vez mais potentes e, em 1964, o astrônomo Lyman Spitzer escreveu um artigo apontando e promovendo as vantagens de se ter um telescópio no espaço, em relação aos telescópios terrestres. Inclusive, o telescópio espacial Spitzer, lançado em 2003 pela NASA, foi nomeado em sua homenagem. O mundo passava pela Guerra Fria na época em que a ideia de lançar um telescópio ao espaço foi concebida. Essa ideia acabou sofrendo atrasos na sua concepção, porém a corrida espacial desempenhou o papel de continuar os esforços.
Após muitas adversidades e muitos atrasos em seu lançamento, que foi adiado diversas vezes, em abril de 1990 o Telescópio Espacial Hubble, um grande telescópio para luz ultravioleta, visível e infravermelho próximo, foi lançado pela NASA. Hubble apresentou uma aberração esférica no espelho principal que parecia comprometer todas as potencialidades do telescópio, a qual, porém, foi corrigida numa missão para a reparação do equipamento, em 1993. Hubble recebeu esse nome em homenagem a Edwin Powell Hubble, que revolucionou a Astronomia ao identificar que a velocidade de afastamento das galáxias é proporcional à sua distância[1].
O Hubble, que até hoje continua a nos agraciar com imagens ricas em informação e beleza, foi e é de suma importância para Astronomia e permitiu aos astrônomos resolverem os mistérios sobre o espaço, e também levantou novas incógnitas sobre o mesmo, fomentando o estudo de novas teorias. O Hubble também desempenhou um papel importante na popularização da ciência com suas fotos de alta definição do espaço, como a Hubble Ultra Deep Field, onde ele captura a imagem do céu profundo com a presença de milhares de galáxias.
Imagem do céu profundo obtida com o telescópio espacial Hubble
James Webb
Apesar da importância do Hubble, ele possui certas limitações e, com os grandes avanços tecnológicos, criou-se a necessidade da construção de um novo telescópio espacial e, para suprir essa necessidade, foi desenvolvido, em uma parceria internacional entre a NASA, ESA e CSA, o Telescópio Espacial James Webb (JWST). Webb é um projeto de 25 anos, renomeado, em 2002, em honra a um antigo administrador da NASA, James Edwin Webb, que liderou o programa Apollo, além de outras importantes missões espaciais. Ele é 100 vezes mais sensível que o Hubble, seu antecessor, e consegue detectar luz infravermelha gerada por galáxias quando elas foram formadas, há 13,5 bilhões de anos. Ele irá explorar questões fundamentais da Astronomia, como o universo em seus primeiros momentos, a formação das primeiras estrelas, galáxias e buracos negros.
Telescópio Espacial James Webb . Fonte: NASA
O James Webb foi lançado no dia 25 de Dezembro de 2021 no foguete Ariane 5 e seguiu em sua viagem espacial, partindo da Guiana Francesa, com ponto de chegada localizado a 1,5 milhões de km da Terra, conhecido como segundo ponto de Lagrange (L2). Os pontos de Lagrange são posições no espaço onde a atração gravitacional do Sol e da Terra é equilibrada por forças orbitais, fornecendo localizações estáveis para as espaçonaves. L2 segue a Terra em torno do Sol e Webb seguirá uma chamada ‘órbita de halo’ em torno de L2, enquanto L2 orbita o Sol. A própria Terra está a cerca de 150 milhões de km do sol[2].
Ilustrando explicando ponto de lagrange L2. Fonte: ESA
A missão primária do Webb será a de examinar a radiação infravermelha resultante da grande expansão e realizar observações sobre os primórdios do Universo. Ele irá nos permitir determinar como as nuvens de poeira e gás se colapsam em estrelas ou tornam-se planetas gigantes gasosos ou anãs marrons, objetos astronômicos que são mais massivos do que um planeta mas menos massivo do que uma estrela. A sua excelente sensibilidade permitirá aos astrônomos investigar diretamente os primeiros estágios do nascimento das estrelas, conhecidos como “núcleos protoestelares”, e as explosões de supernovas, um dos eventos mais energéticos conhecidos do Universo[3], que são mortes explosivas de estrelas massivas. Os dados colhidos pelo Webb irão nos permitir entender melhor como e onde as estrelas se formam e morrem e como suas as mortes afetam o espaço à sua volta.
Observar no espectro infravermelho é a razão que permitirá ao telescópio realizar estas tarefas, devido ao redshift, o desvio cosmológico para o vermelho, e também devido ao poder de penetração que essa radiação possui em atravessar nuvens de poeira cósmica e galáxias. Outras faixas maiores de frequência tendem a sofrer mais interferência dessas partículas de poeira, pois pequenas partículas no caminho da radiação podem contribuir para a má formação de imagens. No infravermelho, é possível a observação de objetos mais obscuros e frios[3].
Até o momento já foram investidos o equivalente a 9,7 bilhões de dólares. O projeto foi mais longo do que o esperado por conta da tecnologia e do processo de fabricação adotado. Boa parte das peças teve que ser desenvolvida do zero especificamente para o JWST. Isso se aplica, por exemplo, aos sensores de infravermelho, os mais poderosos do mundo, e aos motores elétricos precisos o suficiente para ajustar os espelhos em uma fração de 1/10000 do diâmetro de um fio de cabelo a uma temperatura aproximada de -220ºC[4]. Além disso, o próprio processo de fabricação de cada componente, em cada etapa, foi muito complexo. Somente para se construir os espelhos, foram inúmeras etapas, passando por vários estados nos EUA.
O James Webb permitirá à humanidade dar mais um passo para descobrir nossas origens, como tudo se formou e o que mais nos espera daqui para a frente. Questões que eram deixadas apenas para as teorias e imaginação poderão ser melhor compreendidas. Nas palavras do vídeo de divulgação do telescópio veiculado pela ESA,
“Webb irá olhar diretamente para as nossas origens cósmicas… para revelar coisas que nenhum telescópio viu antes”[2].
Estágio para estudantes da UFES pela Prefeitura Municipal de Vitória
Cursos: Física (Licenciatura ou Bacharelado)
Exigências: Estudantes cursando entre o 4º e o 6º período (bacharelado) ou 4º e o 8º período (licenciatura), coeficiente mínimo referente ao curso (>5,0).
Função: Planetarista; Quantidade de vagas: 3 (vagas) + cadastro de reserva; Período do dia: Matutino, vespertino (cadastro de reserva); Carga horária: 20h semanais Remuneração: R$ 589,00 (valor atual) + vale transporte.
Atividades: Apresentação de seções ao público; atendimento ao público; oficinas pedagógicas e de divulgação científica; atividades relacionadas ao funcionamento do Planetário; auxílio no desenvolvimento de sessões de planetário e atividades relacionadas à divulgação científica; desenvolvimento e publicação de mídias de divulgação científica sobre astronomia nos canais de comunicação do espaço; apresentação de sessões virtuais por aplicativos e/ou softwares de reuniões; participação em eventos do espaço. OBS1: As atividades são realizadas presencialmente no espaço do Planetário de Vitória. OBS2: Apenas o atendimento presencial ao público está temporariamente suspenso devido à pandemia de Covid-19.
Os interessados devem se apresentar diretamente no Planetário de Vitória (em frente ao lago da UFES).
Seja bem vindo ao novo site do Planetário de Vitória! O antigo site “www.planetáriodevitoria.org” será desativado em breve, mas o conteúdo permanecerá o mesmo nesse novo endereço: www.planetariodevitoria.ufes.br
O texto a seguir é uma obra do Prof. Oscar Matsuura, pesquisador e professor aposentado do Depto. de Astronomia da USP, sobre a primeira imagem feita de um Buraco Negro real. Esta imagem é um marco na história da ciência e fruto da colaboração de vários observatórios ao redor do planeta.
Alguns esclarecimentos sobre o cometa C/2020 F3 (NEOWISE):
23 de julho de 2020
Conforme vem sendo informado, existe a previsão de que o cometa NEOWISE (denominado pelos astrônomos de C/2020 F3) possa ser observado no Espírito Santo, a olho nu, a partir do dia 22 de julho de 2020, até cerca do final do mês.
O cometa estará visível durante pouco tempo, bem no início da noite, após às 18 h e antes das 19 h, bem baixo, próximo do horizonte noroeste, na constelação da Ursa Maior.
Contudo, é importantíssimo notar que, para conseguir, de fato, ver o cometa a olho nu, há algumas condições bastante limitantes:
O tempo deve estar bom, em especial, sem nuvens na direção do horizonte noroeste (a meio caminho entre o norte e o oeste, à direita de um observador que estiver de frente para o oeste);
A observação deve ser feita de um local em que o horizonte noroeste seja desimpedido, sem prédios ou árvores na frente, pois o cometa aparecerá muito baixo no céu, e antes das 19 h já terá se escondido no horizonte;
O local de observação deve ter um céu bem escuro, de preferência longe da cidade, pois a luz de qualquer centro urbano produz o que podemos chamar de “poluição luminosa”, que impede que vejamos objetos com pouco brilho, sendo que, no presente caso, a previsão é de que o cometa Neowise apresente, nos próximos dias, uma magnitude em torno de 4, que está no limite da visibilidade de um objeto num céu urbano (a “magnitude” é uma medida usada pelos astrônomos para especificar o brilho de um objeto: quanto maior a magnitude, menos brilhante ele é).
Se o observador tiver a sorte de estar no horário certo, num local de céu escuro, horizonte noroeste desimpedido e o tempo não estiver nublado, haverá uma boa chance de conseguir ver o cometa. Se esse observador puder contar, ainda, com um binóculo para ajudar na visualização, será bem melhor.
Outro ponto importante a esclarecer é a diferença que há entre um cometa e um meteoro:
– Um cometa é um objeto que, em geral, como o NEOWISE, passa a milhões de quilômetros de distância da Terra e, por isso, parece “parado” no céu com relação às estrelas, com o aspecto de uma estrela meio difusa, nebulosa, com uma cauda que, às vezes, se torna visível. Apenas lentamente, de um dia para o outro, percebemos o seu deslocamento com relação às estrelas. Ele não se move rápido no céu!
– Já um meteoro é um pequeno fragmento de rocha que vem do espaço e cai na Terra, é um fenômeno que acontece perto de nós, na atmosfera da Terra. Devido à altíssima velocidade dessa sua queda, o meteoro sofre um grande atrito com o ar, se aquece e fica incandescente, movendo-se muito rápido, deixando um rastro luminoso no céu que só dura segundos ou fração de segundos. É o fenômeno que, popularmente, é chamado de “estrela cadente”. Alguns meteoros resistem à queda e, quando são encontrados no chão, são denominados “meteoritos”.
Sérgio M. Bisch
Depto. de Física da UFES
Diretor Técnico-Científico do Planetário de Vitória
E-mail: sergiobisch@gmail.com Tel.: 27-99933.7303
REA (Rede de Astronomia Observacional), página sobre a visibilidade do cometa C/2020 F3 (NEOWISE). Disponível em: <http://rea-brasil.org/cometas/2020f3.htm>. Acesso em 21 jul. 2020.
Querendo iniciar na Astronomia Amadora? Aproveite as dicas do Planetário de Vitória!
Existem, basicamente, dois tipos de telescópios: Os Refratores, que usam várias lentes para fazer a ampliação/aproximação da imagem e os Refletores, que usam um grande (e pesado) espelho côncavo para isso. Na verdade, os telescópios refletores também usam uma pequena lente (às vezes mais) para correção da imagem formada, chamada de ocular. Os grandes telescópios de pesquisa são Refletores.
Diferença ótica entre telescópios refratores e refletores.
Com o espelho, as imagens são menos destorcidas, muito mais nítidas e praticamente não apresentam o fenômeno de aberração cromática (aquelas luzes coloridas que aparecem na imagem que sabemos que não existem daquela forma no objeto observado). Esse fenômeno aparece nas bordas das lentes, naturalmente, assim como um arco-íris se forma quando a luz do sol atravessa gotículas de água. Então quanto mais lentes (Refrator), maior a probabilidade de ver o fenômeno. Também se consegue mais qualidade com um Refletor, pois é mais fácil produzir um espelho grande do que uma lente grande. Isso porque quanto mais luz entra no telescópio, maior qualidade de imagem, e consecutivamente, maior possibilidade de ampliação. Nós do Planetário de Vitória utilizamos telescópios Refletores nas nossas sessões de Vivência com o Telescópio.
Telescópio refletor (espelhos) com montagem equatorial.
Telescópio refrator (lentes) com montagem equatorial.
Porém, há um grande problema nos telescópios Refletores: o preço. É claro que existem telescópios Refratores tão caros, ou mais, que os Refletores. Mas, os mais baratos (de boa qualidade) já ultrapassam os R$ 1.000,00 no mercado nacional (jul/2020).
Mas os Refratores têm uma grande vantagem. Como todas as lentes são fixas no bloco ótico durante o processo de fabricação, dificilmente o telescópio perderá sua colimação (alinhamento ótico). Por exemplo, devido ao uso e transporte, nós do Planetário devemos conferir as regulagens dos nossos telescópios pelo menos uma vez por mês.
Telescópio refletor com montagem alto-azimutal
Se puder, compre um com a montagem equatorial, ao invés da alto-azimutal. Com a montagem equatorial é mais fácil acompanhar um astro devido ao movimento de rotação da Terra. Procure também por lojas especializadas. Normalmente elas trabalham com marcas de fácil reposição de peças. Outra dica valiosa: Quanto mais pesado o conjunto do telescópio (tripé + montagem + tubo/bloco ótico), mais estável e consecutivamente melhor de se manusear durante uma observação. Se puder comprar um telescópio com acompanhamento automático, será ainda mais fácil para acompanhar o movimento aparente dos astros (e até tirar algumas fotos!).
Antes de comprar um equipamento que, de certa forma, é um alto investimento, visite locais que já utilizam para se familiarizar com o uso e a manutenção. O Observatório Astronômico da UFES é um excelente local para esclarecer todas as dúvidas sobre este assunto tão fascinante.
Eu falo mesmo que nós somos feitos das estrelas, o ar que a gente respira, os nossos componentes químicos do universo inteiro nasceram de dentro das estrelas. […] Então é assim muito inspirador a gente lembrar disso, porque a gente na nossa vidinha do dia a dia a gente esquece também que a gente faz parte de um universo que é muito maior do que esse da nossa vidinha do dia a dia (Duilia de Mello, 2017).
Ao comemorar seus 25 anos de existência, o Planetário de Vitória compartilha com todos alguns dos seus momentos mais importantes. Lembrar do passado é sempre uma nostalgia, nos insere em uma realidade da qual não fazemos mais parte, pois já se foi.
Assim, em meio a pandemia que alterou nosso cotidiano, planejamentos e rotinas familiares e nos fez repensar a vida, nosso lugar no mundo, nossa importância na vida daqueles que amamos, nos levando a repensar nossa forma de viver rememorar os 25 anos com você que de forma direta ou indireta contribuiu para o Planetário ser hoje esse espaço de divulgação e propagação de conhecimento e lazer será um enorme prazer.
Desta forma, fazemos o convite para que venha conhecer um pouco da história Planetário, espaço de emoções e vivências inesquecíveis…
O Planetário de Vitória nasceu da curiosidade de se conhecer aquilo que está longe, e que não é possível tocar, e muito menos chegar perto. Antigamente, os cometas eram vistos como “[…] presságio da peste, dos terremotos ou da guerra […]” (DARÍO; NÁJERA; LUGONES, 2015). No entanto, para a cidade de Vitória/ES, no final do ano de 1985 e início de 1986, o cometa Halley foi um presságio de algo maravilhoso que viria a acontecer alguns anos depois na cidade.
Durante uma década, o Planetário de Vitória foi pensado por diversas pessoas, que conseguiram materializá-lo no dia 23 de junho de 1995. A Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e a Associação Astronômica Galileu Galilei (AAGG), junto à Prefeitura Municipal de Vitória (PMV) e o Governo do Estado do Espírito Santo firmaram a parceria necessária para a construção, fundação e funcionamento do espaço.
Com o intuito de potencializar a magia existente na observação do Universo e na popularização do conhecimento da Astronomia, até janeiro de 2019 foi utilizado no Planetário de Vitória o projetor alemão Zeiss ZKP-2P como a principal “estrela” do espaço, fazendo projeção das sessões de planetário, para públicos de faixas etárias variadas voltadas para as aulas campo ou lazer.
A partir de 2019, dada à evolução tecnológica essa “estrela” cedeu lugar à outra. Tem-se a conquista do projetor tipo Fulldome, que proporciona ao espectadores a sensação de vivenciar os acontecimentos do Universo de forma encantadora! Um mergulho à alta tecnologia e efeitos até então não vistos.
Nas muitas viagens planetárias em forma de sessões de planetário este espaço atende ao público em geral, Educação Básica (pública e privada), Ensino Superior (público e privado), instituições religiosas, entidades filantrópicas, asilos, organizações não governamentais, centros de referência, assistência ao menor, entre outros. Muitos são os encantamentos proporcionados nessa viagem planetária que ocorre a partir do acolhimento por meio de músicas como Aquarela (Toquinho); o fazer sorrir e admirar das crianças pelo acompanhar o nascer e pôr do sol; passando por adolescentes às vezes exigentes que se permitem questionar a formação dos Buracos Negros até jovens e adultos que em muitos casos se afastaram dos bancos escolares, mas mantém viva a chama do fascínio pela Astronomia e asseguram esse encantamento aos familiares.
É uma viagem ao Universo, sem sair do Planeta Terra, passeio pela via Láctea, conhecimento do Sistema Solar e seus planetas! Durante as sessões de planetário e término, muitas são as indagações e comentários. Os anéis de Saturno encanta e atrai olhar; a grande mancha vermelha de Júpiter provoca admiração; as altas velocidades de Netuno é novidade; o chão vermelho-alaranjado de Marte indaga e aguça a curiosidade da possibilidade de vida no planeta; e a imaginação do frio nas crateras geladas de Mercúrio espalha a admiração ao saber que mesmo sendo o primeiro planeta do Sistema Solar, não é o mais quente e sim Vênus. Por sua vez, Vênus e Urano faz pensar que podemos ser diferentes, e ao nascer é possível realizar movimento rotacional em sentido diferente como “de cabeça para baixo” ou “deitado” não perdendo a essência do humano. O que provoca questionamento do que temos em comum, o que diferencia e o que nos torna únicos nesse universo.
Este espaço que completa 25 anos, trilhado por momentos inesquecíveis na vida de inúmeras pessoas é visitado por capixabas, pessoas de outros estados, e de outros países! Com certeza, a vontade conhecer o que há de instigante para além do Planeta Terra ultrapassa fronteiras!
Além da cúpula, os visitantes do planetário, vivenciam por meio da lente de um telescópio cujo o espelho é de 150mm permite contemplar as belezas existentes no céu. É comum ouvir relatos como: “Ah, a Lua é linda! Sou tão apaixonada(o) por ela!”. Outras vezes, expressões curiosas e ansiosas ao ver a Nebulosa de Órion como dizer: “É só isso que dá pra ver? Não dá pra ver mais de perto”. Em outros momentos Júpiter encanta que chega-se ouvir o relato de uma criança para o pai que diz: “Não te falei que ele existe?”. Isso sem falar, na magia dos anéis de Saturno, que provoca brilho no olhar dos visitantes.
Ver o encantamento desses visitantes e ouvir seus relatos, provoca em cada profissional que responde por esse local de encantamentos e magias agradecimentos, risos, emoções e surpresa, o que provoca e lança sempre a um desafio tendo a certeza de que a Astronomia que encantou a humanidade, será sempre encantadora e desafiadora independente da era. Não esquecendo que é necessário muito mais que uma lente para compreender a beleza do “só isso”! Comemorar os 25 anos do Planetário de Vitória com a missão de divulgar e propagar conhecimento científico, lazer e muita diversão torna-se motivo de aplausos. São 25 anos de sentimentos, vidas que fizeram e fazem parte desse ambiente! Vidas que são como nebulosas para assegurar luz e significados aos que escolhem passar algumas horas no encantamento da observação do Universo.
No mês de junho, que marca o início do inverno, temos a certeza de que queremos comemorar muito e mais anos, com mais pessoas, mais parceiros assegurando a esse espaço com localização estratégica dentro de um Campus Universitário local em excelência da produção do conhecimento científico, tem-se a magia, a paz, a visão do Universo vista em suas múltiplas lentes compartilhando o que há de conhecido e desconhecido da Astronomia, que não para de expandir, assim como o ser humano!
Seguindo as recomendações da Universidade Federal do Espírito Santo, ficam suspensos os atendimentos agendados e abertos ao ao público no Planetário de Vitória a partir de 18 de março de 2020, devido à pandemia do Corona-Vírus (COVID-19). O projeto de resolução referente ao caso foi aprovado em 16 de março de 2020 pela reitoria e pode ser encontrado no link que segue.
Comunicamos que em função do Ponto Facultativo decretado pela PMV, dia 16/11/2018 (sexta-feira) o Planetário de Vitória não funcionará no horário noturno.
Comunicamos que em função da forte chuva ocorrida na Grande Vitória nos últimos dias, a programação do noturno, dia 09/11/2018 (sexta-feira) está suspensa.