Vaga de estágio no Planetário de Vitória – Janeiro/2021

Estágio para estudantes da UFES pela Prefeitura Municipal de Vitória

Cursos: Física (Licenciatura ou Bacharelado)

Exigências: Estudantes cursando entre o 4º e o 6º período (bacharelado) ou 4º e o 8º período (licenciatura), coeficiente mínimo referente ao curso (>5,0).

Função: Planetarista;
Quantidade de vagas: 3 (vagas) + cadastro de reserva;
Período do dia: Matutino, vespertino (cadastro de reserva);
Carga horária: 20h semanais
Remuneração: R$ 589,00 (valor atual) + vale transporte.

Atividades: Apresentação de seções ao público; atendimento ao público; oficinas pedagógicas e de divulgação científica; atividades relacionadas ao funcionamento do Planetário; auxílio no desenvolvimento de sessões de planetário e atividades relacionadas à divulgação científica; desenvolvimento e publicação de mídias de divulgação científica sobre astronomia nos canais de comunicação do espaço; apresentação de sessões virtuais por aplicativos e/ou softwares de reuniões; participação em eventos do espaço.
OBS1: As atividades são realizadas presencialmente no espaço do Planetário de Vitória.
OBS2: Apenas o atendimento presencial ao público está temporariamente suspenso devido à pandemia de Covid-19.

Os interessados devem se apresentar diretamente no Planetário de Vitória (em frente ao lago da UFES).

Informações:
Tel: (27) 4009-2489 / (27) 3227-2531

Alguns esclarecimentos sobre o cometa C/2020 F3 (NEOWISE)

 Alguns esclarecimentos sobre o cometa C/2020 F3 (NEOWISE):     

23 de julho de 2020

 

Conforme vem sendo informado, existe a previsão de que o cometa NEOWISE (denominado pelos astrônomos de C/2020 F3) possa ser observado no Espírito Santo, a olho nu, a partir do dia 22 de julho de 2020, até cerca do final do mês.

O cometa estará visível durante pouco tempo, bem no início da noite, após às 18 h e antes das 19 h, bem baixo, próximo do horizonte noroeste, na constelação da Ursa Maior.

Contudo, é importantíssimo notar que, para conseguir, de fato, ver o cometa a olho nu, há algumas condições bastante limitantes:

 

  1. O tempo deve estar bom, em especial, sem nuvens na direção do horizonte noroeste (a meio caminho entre o norte e o oeste, à direita de um observador que estiver de frente para o oeste);

 

  1. A observação deve ser feita de um local em que o horizonte noroeste seja desimpedido, sem prédios ou árvores na frente, pois o cometa aparecerá muito baixo no céu, e antes das 19 h já terá se escondido no horizonte;

 

  1. O local de observação deve ter um céu bem escuro, de preferência longe da cidade, pois a luz de qualquer centro urbano produz o que podemos chamar de “poluição luminosa”, que impede que vejamos objetos com pouco brilho, sendo que, no presente caso, a previsão é de que o cometa Neowise apresente, nos próximos dias, uma magnitude em torno de 4, que está no limite da visibilidade de um objeto num céu urbano (a “magnitude” é uma medida usada pelos astrônomos para especificar o brilho de um objeto: quanto maior a magnitude, menos brilhante ele é).

Se o observador tiver a sorte de estar no horário certo, num local de céu escuro, horizonte noroeste desimpedido e o tempo não estiver nublado, haverá uma boa chance de conseguir ver o cometa. Se esse observador puder contar, ainda, com um binóculo para ajudar na visualização, será bem melhor.

Outro ponto importante a esclarecer é a diferença que há entre um cometa e um meteoro:

– Um cometa é um objeto que, em geral, como o NEOWISE, passa a milhões de quilômetros de distância da Terra e, por isso, parece “parado” no céu com relação às estrelas, com o aspecto de uma estrela meio difusa, nebulosa, com uma cauda que, às vezes, se torna visível. Apenas lentamente, de um dia para o outro, percebemos o seu deslocamento com relação às estrelas. Ele não se move rápido no céu!

– Já um meteoro é um pequeno fragmento de rocha que vem do espaço e cai na Terra, é um fenômeno que acontece perto de nós, na atmosfera da Terra. Devido à altíssima velocidade dessa sua queda, o meteoro sofre um grande atrito com o ar, se aquece e fica incandescente, movendo-se muito rápido, deixando um rastro luminoso no céu que só dura segundos ou fração de segundos. É o fenômeno que, popularmente, é chamado de “estrela cadente”. Alguns meteoros resistem à queda e, quando são encontrados no chão, são denominados “meteoritos”.

Sérgio M. Bisch
Depto. de Física da UFES
Diretor Técnico-Científico do Planetário de Vitória
E-mail: sergiobisch@gmail.com
Tel.: 27-99933.7303

 

Referências:

WIKIPEDIA, página em português sobre o cometa C/2020 F3 (NEOWISE). Disponível em:  <https://pt.wikipedia.org/wiki/C/2020_F3_(NEOWISE)>. Acesso em 21j jul. 2020.

REA (Rede de Astronomia Observacional), página sobre a visibilidade do cometa C/2020 F3 (NEOWISE). Disponível em: <http://rea-brasil.org/cometas/2020f3.htm>. Acesso em 21 jul. 2020.

 

Dicas de Astronomia Amadora: meu primeiro telescópio.

Querendo iniciar na Astronomia Amadora? Aproveite as dicas do Planetário de Vitória!

Existem, basicamente, dois tipos de telescópios: Os Refratores, que usam várias lentes para fazer a ampliação/aproximação da imagem e os Refletores, que usam um grande (e pesado) espelho côncavo para isso. Na verdade, os telescópios refletores também usam uma pequena lente (às vezes mais) para correção da imagem formada, chamada de ocular. Os grandes telescópios de pesquisa são Refletores.

Diferença ótica entre telescópios refratores e refletores.

Com o espelho, as imagens são menos destorcidas, muito mais nítidas e praticamente não apresentam o fenômeno de aberração cromática (aquelas luzes coloridas que aparecem na imagem que sabemos que não existem daquela forma no objeto observado). Esse fenômeno aparece nas bordas das lentes, naturalmente, assim como um arco-íris se forma quando a luz do sol atravessa gotículas de água. Então quanto mais lentes (Refrator), maior a probabilidade de ver o fenômeno. Também se consegue mais qualidade com um Refletor, pois é mais fácil produzir um espelho grande do que uma lente grande. Isso porque quanto mais luz entra no telescópio, maior qualidade de imagem, e consecutivamente, maior possibilidade de ampliação. Nós do Planetário de Vitória utilizamos telescópios Refletores nas nossas sessões de Vivência com o Telescópio.

Telescópio refletor (espelhos) com montagem equatorial.

  

Telescópio refrator (lentes) com montagem equatorial.

Porém, há um grande problema nos telescópios Refletores: o preço. É claro que existem telescópios Refratores tão caros, ou mais, que os Refletores. Mas, os mais baratos (de boa qualidade) já ultrapassam os R$ 1.000,00 no mercado nacional (jul/2020).

Mas os Refratores têm uma grande vantagem. Como todas as lentes são fixas no bloco ótico durante o processo de fabricação, dificilmente o telescópio perderá sua colimação (alinhamento ótico). Por exemplo, devido ao uso e transporte, nós do Planetário devemos conferir as regulagens dos nossos telescópios pelo menos uma vez por mês.

Telescópio refletor com montagem azimutal (Dobsoniano)

Se puder, compre um com a montagem equatorial, ao invés da azimutal. Com a montagem equatorial é mais fácil acompanhar um astro devido ao movimento de rotação da Terra. Procure também por lojas especializadas. Normalmente elas trabalham com marcas de fácil reposição de peças. Outra dica valiosa: Quanto mais pesado o conjunto do telescópio (tripé + montagem + tubo/bloco ótico), mais estável e consecutivamente melhor de se manusear durante uma observação.

Aniversário de 25 anos do Planetário de Vitória

25 anos do Planetário de Vitória

Eu falo mesmo que nós somos feitos das estrelas, o ar que a gente respira, os nossos componentes químicos do universo inteiro nasceram de dentro das estrelas. […] Então é assim muito inspirador a gente lembrar disso, porque a gente na nossa vidinha do dia a dia a gente esquece também que a gente faz parte de um universo que é muito maior do que esse da nossa vidinha do dia a dia (Duilia de Mello, 2017).

Ao comemorar seus 25 anos de existência, o Planetário de Vitória compartilha com todos alguns dos seus momentos mais importantes. Lembrar do passado é sempre uma nostalgia, nos insere em uma realidade da qual não fazemos mais parte, pois já se foi. 

Assim, em meio a pandemia que alterou nosso cotidiano, planejamentos e rotinas familiares e nos fez repensar a vida, nosso lugar no mundo, nossa importância na vida daqueles que amamos, nos levando a repensar nossa forma de viver rememorar os 25 anos com você que de forma direta ou indireta contribuiu para o Planetário ser hoje esse espaço de divulgação e propagação de conhecimento e lazer será um enorme prazer.

Desta forma, fazemos o convite para que venha conhecer um pouco da história Planetário, espaço de emoções e vivências inesquecíveis…

O Planetário de Vitória nasceu da curiosidade de se conhecer aquilo que está longe, e que não é possível tocar, e muito menos chegar perto. Antigamente, os cometas eram vistos como “[…] presságio da peste, dos terremotos ou da guerra […]” (DARÍO; NÁJERA; LUGONES, 2015). No entanto, para a cidade de Vitória/ES, no final do ano de 1985 e início de 1986, o cometa Halley foi um presságio de algo maravilhoso que viria a acontecer alguns anos depois na cidade. 

Durante uma década, o Planetário de Vitória foi pensado por diversas pessoas, que conseguiram materializá-lo no dia 23 de junho de 1995. A Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e a Associação Astronômica Galileu Galilei (AAGG), junto à Prefeitura Municipal de Vitória (PMV) e o Governo do Estado do Espírito Santo firmaram a parceria necessária para a construção, fundação e funcionamento do espaço. 

Com o intuito de potencializar a magia existente na observação do Universo e na popularização do conhecimento da Astronomia, até janeiro de 2019 foi utilizado no Planetário de Vitória o projetor alemão Zeiss ZKP-2P como  a principal “estrela” do espaço, fazendo projeção das sessões de planetário, para públicos de faixas etárias variadas voltadas para as aulas campo ou lazer. 

A partir de 2019, dada à evolução tecnológica essa “estrela” cedeu lugar à outra. Tem-se a conquista do projetor tipo Fulldome, que proporciona ao espectadores a sensação de vivenciar os acontecimentos do Universo de forma encantadora! Um mergulho à alta tecnologia e efeitos até então não vistos.

Nas muitas viagens planetárias em forma de sessões de planetário este espaço atende ao público em geral, Educação Básica (pública e privada), Ensino Superior (público e privado), instituições religiosas, entidades filantrópicas, asilos, organizações não governamentais, centros de referência, assistência ao menor, entre outros. Muitos são os encantamentos proporcionados nessa viagem planetária que ocorre a partir do acolhimento por meio de músicas como Aquarela (Toquinho); o fazer sorrir e admirar das crianças pelo acompanhar o nascer e pôr do sol; passando por adolescentes às vezes exigentes que se permitem questionar a formação dos Buracos Negros até jovens e adultos que em muitos casos se afastaram dos bancos escolares, mas mantém viva a chama do fascínio pela Astronomia e asseguram esse encantamento aos familiares. 

É uma viagem ao Universo, sem sair do Planeta Terra, passeio pela via Láctea, conhecimento do Sistema Solar e seus planetas! Durante as sessões de planetário e término, muitas são as indagações e comentários. Os anéis de Saturno encanta e atrai olhar; a grande mancha vermelha de Júpiter provoca admiração; as altas velocidades de Netuno é novidade; o chão vermelho-alaranjado de Marte indaga e aguça a curiosidade da possibilidade de vida no planeta; e a imaginação do frio nas crateras geladas de Mercúrio espalha a admiração ao saber que mesmo sendo o primeiro planeta do Sistema Solar, não é o mais quente e sim Vênus. Por sua vez, Vênus e Urano faz pensar que podemos ser diferentes, e ao nascer é possível realizar movimento rotacional em sentido diferente como “de cabeça para baixo” ou “deitado” não perdendo a essência do humano. O que provoca questionamento do que temos em comum, o que diferencia e o que nos torna únicos nesse universo.

Este espaço que completa 25 anos, trilhado por momentos inesquecíveis na vida de inúmeras pessoas é visitado por capixabas, pessoas de outros estados, e de outros países! Com certeza, a vontade conhecer o que há de instigante para além do Planeta Terra ultrapassa fronteiras! 

Além da cúpula, os visitantes do planetário, vivenciam por meio da lente de um telescópio cujo o espelho é de 150mm permite contemplar as belezas existentes no céu. É comum ouvir relatos como: “Ah, a Lua é linda! Sou tão apaixonada(o) por ela!”. Outras vezes, expressões curiosas e ansiosas ao ver a Nebulosa de Órion como dizer: “É só isso que dá pra ver? Não dá pra ver mais de perto”. Em outros momentos Júpiter encanta que chega-se ouvir o relato de uma criança para o pai que diz: “Não te falei que ele existe?”. Isso sem falar, na magia dos anéis de Saturno, que provoca brilho no olhar dos visitantes.

Ver o encantamento desses visitantes e ouvir seus relatos, provoca em cada profissional que responde por esse local de encantamentos e magias agradecimentos, risos, emoções e surpresa, o que provoca e lança sempre a um desafio tendo a certeza de que a Astronomia que encantou a humanidade, será sempre encantadora e desafiadora independente da era. Não esquecendo que é necessário muito mais que uma lente para compreender a beleza do “só isso”! Comemorar os 25 anos do Planetário de Vitória com a missão de divulgar e propagar conhecimento científico, lazer e muita diversão torna-se motivo de aplausos. São 25 anos de sentimentos, vidas que fizeram e fazem parte desse ambiente! Vidas que são como nebulosas para assegurar luz e significados aos que escolhem passar algumas horas no encantamento da observação do Universo.

No mês de junho, que marca o início do inverno, temos a certeza de que queremos comemorar muito e  mais anos, com mais pessoas, mais parceiros assegurando a esse espaço com localização estratégica dentro de um Campus Universitário local em excelência da produção do conhecimento científico, tem-se a magia, a paz, a visão do Universo vista em suas múltiplas lentes compartilhando o que há de conhecido e desconhecido da Astronomia, que não para de expandir, assim como o ser humano! 

Projeto de resolução devido à Pandemia Covid19

COMUNICADO IMPORTANTE

Seguindo as recomendações da Universidade Federal do Espírito Santo, ficam suspensos os atendimentos agendados e abertos ao ao público no Planetário de Vitória a partir de 18 de março de 2020, devido à pandemia do Corona-Vírus (COVID-19). O projeto de resolução referente ao caso foi aprovado em 16 de março de 2020 pela reitoria e pode ser encontrado no link que segue.

http://portal.ufes.br/conteudo/ufes-suspende-atividades-presenciais-partir-desta-terca-feira-17

Ainda não há previsão do retorno das atividades presenciais. Por enquanto contamos com os nossos canais de comunicação virtual:

Atenciosamente,

Equipe Planetário de Vitória.